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Gestão de motoristas: o atraso começa antes do caminhão sair
Atacado e Distribuição, Logística e Transporte, Indústria

Gestão de motoristas: o atraso começa antes do caminhão sair

Equipe Domtec SistemasPublicado em Atualizado em

Quando a entrega atrasa, a primeira pergunta costuma ser sobre o motorista. Na maioria das vezes, porém, o atraso começou antes de o caminhão sair: carga montada sem olhar a capacidade do veículo, pedido do primeiro cliente no fundo da carroceria, nota fora de ordem, rota decidida na hora. Veja o que é gestão de motoristas na prática, os seis controles do dia de entrega, os indicadores que valem a pena acompanhar e os cuidados com a jornada.

Quer ver como o Yzidro monta a carga e imprime os documentos na ordem da rota? Fale com a gente.

Na distribuidora, no atacado e na indústria com frota própria, o motorista é a última pessoa da empresa que o cliente vê. Ele leva a mercadoria, a nota, às vezes o boleto, e volta com o canhoto, a devolução e, em alguns casos, o dinheiro. Se qualquer coisa estiver errada nessa cadeia, é na mão dele que o problema aparece.

O que é gestão de motoristas

Gestão de motoristas é organizar o trabalho de quem entrega para que a rota saia certa e volte conferida. Vai além do cadastro e da escala do RH: inclui a carga que o motorista recebe, a ordem em que as entregas acontecem, os documentos que ele leva, o que ele registra na rua e o que ele presta de conta na volta. Quem só olha o motorista quando a entrega atrasa está olhando para o fim de um processo que começou bem antes.

Onde o atraso nasce antes da saída

  • Carga montada sem olhar a capacidade. O peso ou o volume passam do que o veículo comporta e parte dos pedidos fica para trás na última hora.
  • Carregamento na ordem errada. O pedido da primeira entrega fica no fundo e o motorista precisa descarregar meio caminhão em cada parada.
  • Documentos fora de ordem. Nota, boleto e canhoto misturados viram tempo perdido em cada cliente e risco de entregar o documento errado.
  • Rota decidida pelo motorista. Sem sequência definida, cada um faz do seu jeito e não dá para comparar desempenho.
  • Cadastro incompleto. Dados de motorista e veículo faltando atrasam a emissão dos documentos de transporte, como o MDF-e.
  • Restrições do cliente desconhecidas. Horário de recebimento, agendamento e exigências de descarga que só o motorista antigo sabia.

Os seis controles do dia de entrega

O dia do motorista em seis controles antes de sair na rua na volta 1 Montar a cargapeso, volume e valor cabem no veículo 2 Carregar na ordem inversao que sai por último entra primeiro 3 Separar os documentosnota, boleto e canhoto na ordem da rota 4 Rodar a rotasequência definida antes da saída 5 Entregar e colher o canhotoocorrência registrada na hora 6 Conferir o retornocanhotos, devoluções e valores recebidos
Três dos seis controles acontecem antes de o caminhão sair, e um acontece na volta. Quando eles funcionam, o que sobra para a rua é dirigir e entregar.

O último controle é o mais esquecido. Sem conferência na volta, um canhoto perdido vira discussão com o cliente semanas depois, uma devolução fica parada no pátio fora do estoque e um valor recebido na entrega some entre a rua e o financeiro. A conferência do retorno precisa olhar duas coisas: o físico (canhotos e mercadoria que voltou) e o financeiro (o que foi recebido e em que forma).

Indicadores por motorista e por rota

  • Entregas no prazo: pedidos entregues na data combinada sobre o total. É o indicador que o cliente sente.
  • Ocupação do veículo: peso e volume carregados sobre a capacidade. Caminhão saindo com metade da carga custa quase o mesmo que saindo cheio.
  • Entregas por rota e por dia: mostram se a divisão de rotas está equilibrada.
  • Ocorrências por motivo: cliente fechado, recusa, avaria, endereço errado, falta de mercadoria. O motivo diz se o problema é do motorista, do depósito ou do comercial.
  • Custo por entrega: combustível, manutenção, pedágio, multas e horas do motorista divididos pelo número de entregas.
  • Canhotos pendentes: entregas sem comprovante devolvido, que viram risco na cobrança.
Exemplo com números hipotéticosUma distribuidora tem duas rotas com custo parecido, cerca de R$ 1.200 por dia cada. A rota A faz 24 entregas por dia; a rota B faz 15, porque o caminhão sai com 60% da capacidade e o motorista volta duas vezes ao mesmo bairro. O custo por entrega da rota A é de R$ 50; o da rota B, R$ 80. Remontando as cargas pelo volume e definindo a sequência antes da saída, a rota B passa a fazer 20 entregas por dia, e o custo por entrega cai para R$ 60, sem trocar o motorista.

Quer saber quanto custa cada entrega da sua frota hoje?


Como organizar a rotina, passo a passo

  1. Complete o cadastro. Motorista, documentos, habilitação e veículo com os dados exigidos pelos documentos de transporte. Cadastro incompleto vira rejeição na hora da saída.
  2. Monte a carga pela capacidade. Some peso e volume dos pedidos antes de fechar a carga, e não depois de carregar.
  3. Defina a sequência antes da saída. Manualmente, com quem conhece a região, ou com uma ferramenta de roteirização. O importante é a ordem existir e ser seguida.
  4. Carregue e entregue os documentos na ordem da rota. O último cliente entra primeiro no caminhão; a primeira nota fica em cima da pilha.
  5. Registre ocorrências na hora. Com motivo padronizado, e não num papel que volta amassado no fim do dia.
  6. Feche o dia com a conferência do retorno. Canhotos, devoluções e valores, comparados com o que saiu.
  7. Revise os indicadores toda semana. Com os motoristas, olhando ocorrências e rotas, e não só para cobrar atraso.

Muitos desses pontos se repetem no momento da expedição. O post sobre o que conferir antes de o caminhão sair detalha essa etapa.

Importante: jornada do motoristaA jornada, as pausas e o descanso do motorista profissional seguem a Lei 13.103/2015. Em 2023, o STF julgou inconstitucionais alguns trechos dessa lei, entre eles regras sobre tempo de espera e fracionamento do descanso. Ao montar escalas e rotas, confirme as regras em vigor com o seu jurídico ou com o seu contador.

Como o Yzidro ERP ajuda na gestão de motoristas e entregas

  • Cadastro incompleto que trava a saída → o cadastro de motorista do Yzidro já traz os campos obrigatórios para a emissão do MDF-e, o que evita rejeição depois.
  • Carga além da capacidade do veículo → na montagem de carga, o Yzidro soma valor, peso líquido, peso bruto e volume em m³ dos pedidos selecionados, para avaliar se o veículo comporta a carga antes de fechar.
  • Rota decidida na hora → a ordem de entrega é definida na carga, manualmente ou pela integração com uma ferramenta de roteirização, e fica registrada.
  • Primeiro cliente no fundo do caminhão → as impressões do carregamento podem sair em ordem decrescente de entrega, para carregar primeiro o que será entregue por último.
  • Documentos fora de ordem → depois do faturamento, o Yzidro imprime pedido, nota e boleto juntos, na sequência da ordem de entrega, além do canhoto do pedido ou da nota.
  • Retorno sem conferência → o carregamento tem status de conferência do retorno físico e financeiro, e o relatório de recebimentos pode ser filtrado por carregamento.

Perguntas frequentes sobre gestão de motoristas

Quais indicadores usar para avaliar motoristas?

Entregas no prazo, ocorrências por motivo, canhotos pendentes e custo por entrega são os mais úteis. Avalie sempre junto com a rota e a carga que o motorista recebeu: uma rota mal montada ou um caminhão carregado na ordem errada derrubam o desempenho de qualquer motorista.

Quem deve definir a ordem de entrega?

A empresa, antes de o caminhão sair, e não o motorista na rua. Em operações menores, alguém que conhece a região pode definir a sequência manualmente. Com mais entregas e mais rotas, uma ferramenta de roteirização ajuda. O ponto principal é que a ordem exista, seja seguida e oriente o carregamento.

O que conferir quando o motorista volta?

Os canhotos assinados de todas as entregas feitas, as mercadorias devolvidas com o motivo e os valores recebidos na entrega, separados por forma de pagamento. Tudo comparado com o que saiu na carga. O que não fecha precisa ser resolvido no mesmo dia.

Como calcular o custo por entrega?

Some os custos da rota em um período, como combustível, manutenção, pedágio, multas e horas do motorista e do ajudante, e divida pelo número de entregas feitas. Compare entre rotas e acompanhe a evolução, porque o número sozinho diz pouco.

A sua rota sai certa e volta conferida?

Fale com o time da Domtec e veja como o Yzidro ERP organiza carga, ordem de entrega e documentos de cada motorista.

Este conteúdo tem caráter informativo. As regras de jornada, pausas e descanso do motorista profissional estão na Lei 13.103/2015 e foram parcialmente alteradas por decisão do STF. Confirme as regras em vigor com o seu jurídico ou contador antes de definir escalas.