Segurança no ERP e LGPD: controles mínimos, auditoria e boas práticas.

O ERP como ponto central da segurança da informação

A segurança da informação no ERP impacta decisões, processos e a própria sustentabilidade da empresa. Afinal, é no ERP que estão concentrados dados financeiros, fiscais, operacionais e, principalmente, informações pessoais protegidas pela LGPD.

Nesse cenário, qualquer falha de controle, acesso indevido ou ausência de monitoramento pode gerar não apenas prejuízos financeiros, mas também riscos legais, multas e danos à reputação da organização. Por isso, mais do que escolher um sistema robusto, é fundamental entender quais controles mínimos devem existir, como funciona a auditoria no ERP e quais boas práticas ajudam a manter a conformidade contínua.

Ao longo deste artigo, você vai entender como estruturar uma abordagem sólida de segurança da informação no ERP, alinhada às exigências da LGPD e às melhores práticas de governança.

Segurança no ERP e LGPD: controles mínimos, auditoria e boas práticas para empresas

 

Por que a segurança da informação no ERP é crítica para a LGPD?

Antes de tudo, é importante lembrar que a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados – Lei nº 13.709/2018) exige que as empresas adotem medidas técnicas e administrativas capazes de proteger dados pessoais contra acessos não autorizados, vazamentos e incidentes.

Nesse contexto, o ERP se torna um ponto central de atenção porque:

  • Centraliza dados de clientes, fornecedores e colaboradores

  • Processa informações fiscais e financeiras sensíveis

  • Integra diferentes áreas da empresa em um único ambiente

  • Serve como base para decisões estratégicas

Ou seja, se o ERP não for seguro, todo o ecossistema de dados da empresa fica vulnerável. Por isso, investir em segurança da informação no ERP não é apenas uma escolha tecnológica, mas uma exigência legal e operacional.

Controles mínimos de segurança que todo ERP deve ter

Para atender à LGPD e reduzir riscos, existem controles mínimos que precisam estar bem definidos no ERP. A seguir, destacamos os principais.

Controle de acessos por perfil de usuário

Em primeiro lugar, é essencial que o ERP permita segregação de funções. Isso significa que cada usuário deve acessar apenas o que é necessário para sua atividade.

Por exemplo:

  • O financeiro não deve acessar dados de RH sem justificativa

  • O comercial não precisa alterar cadastros fiscais

  • A produção não deve visualizar informações estratégicas

Além disso, o uso de perfis personalizados reduz drasticamente o risco de erros e acessos indevidos.

Registro e rastreabilidade de ações (logs)

Outro ponto fundamental na segurança da informação no ERP é a rastreabilidade. O sistema deve registrar:

  • Quem acessou

  • O que foi alterado

  • Quando a ação ocorreu

  • Qual dado foi impactado

Esses registros, conhecidos como logs de auditoria, são indispensáveis tanto para investigações internas quanto para comprovação de conformidade em auditorias externas.

Autenticação forte e políticas de senha

Além do controle de acesso, o ERP deve permitir políticas de segurança como:

  • Senhas fortes e periódicas

  • Bloqueio automático após tentativas inválidas

  • Autenticação em múltiplos fatores (quando disponível)

Essas medidas, embora simples, são altamente eficazes para reduzir invasões e acessos não autorizados.

Backup e recuperação de dados

Por fim, não existe segurança da informação no ERP sem uma política clara de backup. É indispensável garantir:

  • Backups automáticos e frequentes

  • Armazenamento seguro

  • Testes periódicos de restauração

Dessa forma, a empresa se protege contra falhas técnicas, ataques cibernéticos e perdas acidentais de dados.

 

 

Auditoria no ERP: por que ela é indispensável?

Embora muitos gestores associem auditoria apenas ao setor contábil, a verdade é que a auditoria no ERP é um pilar central da governança de dados.

Por meio dela, é possível:

  • Identificar acessos indevidos

  • Detectar alterações suspeitas

  • Avaliar falhas de processo

  • Comprovar conformidade com a LGPD

Além disso, a auditoria contínua permite uma postura preventiva, em vez de apenas corretiva, o que reduz riscos e aumenta a maturidade digital da empresa.

Auditoria interna x auditoria externa

Enquanto a auditoria interna ajuda a corrigir processos e melhorar controles, a auditoria externa costuma ser exigida em processos de certificação, fiscalizações ou due diligence.

Em ambos os casos, contar com um ERP que ofereça relatórios claros, logs completos e histórico confiável faz toda a diferença.

Boas práticas de segurança da informação no ERP

Além dos controles técnicos, algumas boas práticas organizacionais fortalecem ainda mais a segurança.

Treinamento e conscientização dos usuários

De nada adianta um ERP seguro se os usuários não seguem boas práticas. Por isso, é fundamental investir em:

  • Treinamentos periódicos

  • Conscientização sobre phishing e engenharia social

  • Políticas claras de uso do sistema

Pessoas bem orientadas reduzem significativamente o risco de incidentes.

Atualizações e correções constantes

Manter o ERP atualizado é outra prática indispensável. Atualizações frequentes corrigem vulnerabilidades, melhoram a segurança e garantem aderência às mudanças legais.

Portanto, trabalhar com um fornecedor que ofereça suporte ativo e evolução contínua é um diferencial estratégico.

Governança e documentação

Por fim, documentar processos, políticas de acesso e fluxos de dados ajuda não apenas na segurança, mas também na organização interna e na transparência frente à LGPD.

Como um ERP bem estruturado apoia a conformidade com a LGPD

Quando bem configurado, o ERP se torna um grande aliado da LGPD, pois permite:

  • Mapear dados pessoais

  • Controlar acessos de forma granular

  • Registrar consentimentos e alterações

  • Apoiar respostas a incidentes

Assim, a segurança da informação no ERP deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a ser um fator de confiança e credibilidade no mercado.

ERP seguro: menos risco, mais controle e previsibilidade

Em um cenário cada vez mais digital, investir em segurança da informação no ERP é uma decisão estratégica. Controles mínimos bem definidos, auditorias constantes e boas práticas organizacionais não apenas reduzem riscos, como também fortalecem a governança, a eficiência operacional e a conformidade com a LGPD.

Mais do que proteger dados, um ERP seguro protege o futuro da empresa.



//
Olá! Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp
Send this to a friend